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Liderar é aprender a aplaudir partidas. Mas sempre dói.

Você ensina, investe, acredita.
A pessoa cresce… e te diz tchau.

Antes de mais nada, não me venham com o papo de:
“Se a pessoa foi embora, é porque você não teve competência pra manter.”

A vida real não é isso.
Existe o que sua empresa pode oferecer.
Existe o que você consegue sustentar, de verdade.
E existe a vida da outra pessoa, com seus traumas, sonhos, ciclos.
E isso muda. Às vezes, do dia pra noite.

É por isso que a gente aprende, na marra, que nem toda saída é culpa.
Às vezes, é só a vida seguindo seu fluxo. Mesmo assim, não deixa de doer.
Porque a pior parte de formar alguém é saber que, um dia, ela vai te deixar.

E mesmo sabendo disso, você se apega.
Porque vê potencial. Porque acredita. Porque torce.
Quando o “vou seguir outro caminho” chega, não tem como não doer.

Dói ver a cadeira vazia. Dói perder a parceria.
Dói não ouvir mais aquela voz familiar no meio do caos.

Na vida de agência, tudo gira rápido: prazos, demandas, clientes.
Mas nada acontece sozinho. Só é possível porque tem gente envolvida.

E gente boa, de verdade, não se acha fácil. Não basta saber fazer.
Quero gente com empatia, clareza na fala e no texto.
Gente com quem eu adoraria passar uma tarde tomando cerveja e fofocando. Leveza também é profissionalismo.

E foi por isso que, num processo seletivo, mesmo precisando de mais maturidade, eu optei pela mais jovem entre as finalistas.

Ela tinha brilho nos olhos. Carinho nas palavras.
Vontade de crescer. Humildade pra aprender.

A experiência viria. E veio.
Com apoio meu e do time. Com espaço. Com confiança.

Quase dois anos e meio depois, ela tá pronta pra voar pra novos desafios.
E, sim, dói ver partir. Mas é uma dor bonita.
Daquelas que só existem quando a história foi boa de verdade.

Só que, às vezes, surge uma dor mais difícil de suportar.
Mais silenciosa. Mais difícil de explicar.
É quando a pessoa vai embora… e some de vez.
A gente se engana achando que o vínculo dura pra sempre.
Mas ele muda. Ou, às vezes, se desfaz.

Mas também tem o outro lado.
Tem gente que foi embora e continua presente.
Seja quem voltou pra agência. Ou quem aparece num comentário, numa mensagem, num “lembra daquele dia?”.

E olha só como a vida também surpreende.
Depois de tantas reflexões sobre despedidas, recebi a ligação de uma pessoa que passou por aqui e deixou saudades.

Ela ficou com a gente por um ano, saiu, viveu outras experiências...
Mas ligou. E com vontade de voltar.

E eu? Só confirmei o que sempre acreditei:
Boas histórias não se apagam, apenas pausam.

Quando o vínculo é verdadeiro, ele resiste ao tempo e até aos novos caminhos. Vira saudade. Vira respeito. E às vezes… vira reencontro.

E aí vem aquele sentimento raro.
Por ter deixado algo. E por ter levado também.

Porque no fim das contas, liderar é troca.
Ensino o que sei, mas aprendo o tempo todo.

E você? Já se despediu de alguém que te marcou nesse processo? Me conta aqui.