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Contar a própria história também é uma forma de entendê-la

Existe uma diferença curiosa entre viver uma história e contá-la.

Enquanto estamos no meio dela, tudo parece apenas rotina. As decisões precisam ser tomadas rápido, os problemas aparecem um atrás do outro e quase nunca sobra tempo para olhar para trás. A gente simplesmente segue.

Mas, quando alguém pede para contar essa trajetória, algo muda.
Os fatos deixam de ser apenas lembranças e começam a ganhar significado.

Foi exatamente isso que aconteceu quando eu e meu irmão, Fábio, participamos da primeira temporada do Cast to Action, podcast da Moskit CRM.

Entramos para falar sobre a nossa trajetória, mas acabamos revisitando muito mais do que datas ou conquistas. Falamos sobre os perrengues que quase ninguém vê, as decisões difíceis, os erros que nos ensinaram mais do que os acertos e os desafios que continuam nos acompanhando todos os dias.

Em alguns momentos demos risada de situações que, na época, pareciam enormes. Em outros, percebemos como algumas escolhas moldaram não apenas a empresa, mas também quem nos tornamos ao longo dessa caminhada.

Talvez esse seja o maior valor de uma boa conversa. Ela nos obriga a organizar memórias que estavam espalhadas. A encontrar conexões que passavam despercebidas. A perceber que muitos dos aprendizados que hoje parecem óbvios só existem porque um dia tudo deu errado.

Existe algo muito bonito em contar a própria história. Não para provar que ela foi extraordinária, mas para entender que ela faz sentido.

E talvez seja justamente por isso que gosto tanto de escrever.
Cada texto também é uma tentativa de organizar experiências, registrar aprendizados e encontrar significado em acontecimentos que, isoladamente, pareciam apenas mais um dia comum.

No fim, percebi que aquele podcast não foi apenas uma entrevista. Foi uma oportunidade de revisitar quase duas décadas de trabalho, lembrar de pessoas que fizeram parte dessa construção e reforçar uma convicção que continua guiando tudo o que faço: as melhores histórias não são necessariamente as maiores. São aquelas que transformam quem as viveu.

Se você também está construindo a sua, espero que nunca deixe de contá-la.
Às vezes, é justamente durante a conversa que entendemos por que ela vale a pena.

Confira na íntegra: