← Voltar

Ainda Estou Aqui: o que marcas podem aprender.

Se vencer um Oscar fosse só sobre ter o melhor filme, a disputa acabaria na primeira exibição. Mas o jogo não funciona assim. O Oscar não premia apenas o melhor filme—ele premia a melhor narrativa, dentro e fora das telas.

E Ainda Estou Aqui provou isso ao conquistar a estatueta dourada. Mais do que um filmaço, foi uma campanha magistralmente planejada, que resultou em um marco histórico para o cinema brasileiro.

A trajetória até o Oscar ensina uma verdade que qualquer profissional de marketing já conhece: não basta ter um ótimo produto. É preciso contar a história certa, ativar o público certo e ocupar os espaços certos.

E aqui entra o ponto central desse case: as mesmas táticas que fizeram deste filme um vencedor do Oscar são as que constroem marcas de sucesso.


1️⃣ Construindo Relevância: O Top of Mind na Indústria do Cinema

O que o filme fez:

  • Posicionamento estratégico nos festivais certos – Sundance, Veneza... Lugares que pavimentam o caminho para premiações maiores.
  • Storytelling além da tela – A história do filme foi só uma parte. Bastidores, impacto social e visão dos criadores foram ativados para manter o buzz.
  • Parcerias com veículos influentes – Variety, IndieWire, Hollywood Reporter... Quem molda a opinião do mercado estava na conversa desde o início.
  • A presença cativante de Fernanda Torres e Selton Mello – Mais do que grandes atores renomados, a dupla se tornou o rosto da campanha. Como em qualquer grande ação publicitária, eles trouxeram autenticidade, humor e um carisma que aproximou o filme do público e da crítica. Selton brilhou nos bastidores, enquanto Fernanda esbanjou humor e espontaneidade nas entrevistas internacionais, tornando a narrativa ainda mais envolvente.

E no mercado?

A lógica é idêntica ao lançamento e consolidação de uma marca:

  • Validação de players influentes – No cinema, festivais; no tech, SXSW; no varejo, influenciadores certos. Cada mercado tem seu "tapete vermelho".
  • Storytelling de bastidores gera conexão – Sua marca não vende só um produto. Ela resolve um problema, muda um comportamento, gera transformação. Como você conta essa história?
  • Rostos certos humanizam a marca – Na publicidade, ter um embaixador que traduz a alma da campanha pode fazer toda a diferença. Fernanda e Selton foram esse elemento essencial para o filme.

2️⃣O Engajamento como Força: Transformando o Público em Embaixadores

O que o filme fez:

  • Uso inteligente das redes sociais – Criaram um movimento, não só divulgaram um filme. Bastidores, entrevistas emocionantes, reações do público.
  • Apoio de influenciadores e celebridades – Oscar não se ganha sozinho. Grandes nomes começaram a apoiar publicamente, ampliando alcance.
  • Exibições direcionadas para os votantes da Academia – Eventos exclusivos, experiências imersivas... Quem toma a decisão final estava emocionalmente envolvido.
  • Carisma e autenticidade nas entrevistas – Fernanda Torres e Selton Mello foram essenciais para manter o filme na conversa global, trazendo leveza, humor e espontaneidade às interações com a imprensa internacional. Como acontece na publicidade, onde um embaixador certo dá rosto e voz à campanha, eles foram peças-chave na conexão emocional com o público.

E no mercado?

Aqui entra um exemplo claro de construção de comunidade e ativação de influenciadores:

  • O engajamento vem da experiência, não só do produto – Como sua marca faz as pessoas sentirem que fazem parte de algo maior?
  • Apoio das pessoas certas pode mudar tudo – Um filme precisa do endosso de diretores respeitados. Uma marca precisa ativar os criadores certos no TikTok. Mesma jogada.
  • Rostos carismáticos geram conexão imediata – Seja em um comercial, um evento ou nas redes sociais, associar uma marca a alguém que gera identificação acelera o impacto.


3️⃣ O Momento da Virada: Criando Urgência e Desejo na Temporada de Premiações

O que o filme fez:

  • Gerou buzz nos momentos certos – Pequenas premiações antes do Oscar reforçaram a narrativa: "Esse é o filme do momento".
  • Usou emoção como argumento de venda – Cada entrevista, cada campanha reforçava o impacto do filme. Virou um assunto impossível de ignorar.
  • Se posicionou contra os concorrentes sem atacar – Não precisaram falar mal dos outros. Apenas deixaram claro o que tinham de único.

E no mercado?

Aqui entra um dos conceitos mais poderosos do marketing: escassez e timing perfeito.

  • Marcas que crescem rápido sabem criar momentum – Por que os sneakers da Nike esgotam em segundos? Não é só pelo produto, é pelo lançamento orquestrado.
  • O discurso de marca precisa transcender o óbvio – O que faz seu produto ser indispensável? O Oscar não vai para o filme tecnicamente impecável, mas para o que se torna essencial.
  • Posicionamento é tudo – Valorizar seus diferenciais sem atacar concorrentes é jogo de mestre. Apple faz isso o tempo todo.


Um Oscar Histórico para o Brasil e um Legado para o Futuro

Ainda Estou Aqui já estava fazendo história antes mesmo da premiação, e agora crava seu nome na lista dos grandes vencedores do Oscar. Essa conquista não é apenas um reconhecimento para o filme, mas um legado para o cinema brasileiro, abrindo portas para novas produções e fortalecendo o posicionamento do Brasil na indústria global.

A autenticidade de Fernanda Torres e Selton Mello ajudou a consolidar essa vitória, mostrando que, além da excelência técnica e narrativa, a conexão genuína com o público e a crítica foi um fator determinante para o sucesso. Assim como uma grande campanha publicitária precisa de um rosto que traduza sua essência, o filme soube transformar seus protagonistas em embaixadores perfeitos da obra, ampliando seu impacto cultural e emocional.

E essa lição vai muito além do cinema.

Seja para um filme, uma campanha publicitária ou o lançamento de um novo produto, o jogo é sempre o mesmo:

  • Ocupar os espaços certos e ganhar credibilidade.
  • Transformar clientes e fãs em embaixadores da marca.
  • Criar um senso de urgência e desejo na hora certa.

E você, o que mais te chamou atenção nessa estratégia? Qual tática você aplicaria no seu negócio?