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13 coisas que aprendi atendendo mais de 500 clientes.

Já pensei em largar tudo e vender coco na praia.
A brisa do mar, o sol estalando, e sorrisos espalhados por todo canto.

Quem me conhece sabe: minha mente vai longe.
E assim, como num flash, me vi lá nessa praia deserta.
Regata, bermuda, o som de Donavon ao fundo e eu arrasando no facão.
"Coco geladinho, minha gente!"

Mas logo o diabinho do realismo cochicha no ouvido:
“Moço, esse coco não tá muito gelado.”
“Tem pouca água aqui, hein?”
“Você não entrega nesse bairro?”
“Só tem canudo dessa cor?"

É, não tem jeito: até a paz dá trabalho.
Foi aí que eu entendi: não importa se é coco, campanha ou consultoria.
O desafio é sempre o mesmo: atender bem.
Ouvir, ajustar, explicar, refazer.
Ser firme, mas gentil. Criativo, mas realista.

Depois de atender mais de 500 clientes pela agência, resolvi escrever.
Não pra ensinar. Mas pra compartilhar o que aprendi (muitas vezes, da pior forma).

Vamos nessa?

1. Cliente quieto demais é sinal de alerta.

Silêncio raramente é sinal de paz. A experiência diz que logo vem bucha.

2. A melhor ideia ainda precisa ser comprada.

Não é sobre ter razão. É sobre gerar confiança. E quem segura a caneta é o cliente.

3. O bom atendimento lê até o que não foi dito.

O ouro do briefing está nas observações de tom, clima e entrelinhas.

4. Briefing mal resolvido vira job eterno.

Leia, pesquise, escute, questione. Quanto mais detalhes, mais a entrega será assertiva. Spoiler doloroso: às vezes, o cliente também não sabe bem o que quer.

5. Você não atende somente um CNPJ.

Atende o João, a Malu, a Gabi. Cada um com sua meta, pressão e ansiedade. É aí que você ganha o jogo.

6. Follow-up é mais que organização.

É presença. Quem aparece, permanece.

7. Call nem sempre aproxima.

Levante a bunda da cadeira. Um café com olho no olho muda completamente a sinergia.

8. Não subestime o poder de um bom storytelling.

Criar é metade. Convencer é a outra.

9. Menos ego, mais venda.

Nem sempre o seu preferido é o que funciona. Alinhe suas entregas com o objetivo sempre.

10. Ninguém gosta de sabe-tudo.

Uma das dores do mercado é que agências são arrogantes. Pise devagar, tire o óbvio do seu vocabulário, evite usar termos super técnicos. Lembre-se: o mais importante é a comunicação ser eficaz.

11. Nem sempre a desconfiança do cliente é culpa sua.

Assim como as pessoas, todo cliente carrega traumas. Consistência, clareza e boas entregas mudam o jogo.

12. Não trate sua agência como encaixe.

Ela também precisa de cuidado, briefing e entrega boa.

13. Seja o melhor momento do dia do seu cliente.

Depois de reuniões com contador, advogado e banco… você chega com ideias, cores e soluções. A reunião com a agência não pode ser só mais uma. Investir em experiência pura estratégia.

É, gente. A resposta certa eu sigo buscando.
Mas as erradas, já perdi até as contas.

Se você já viveu uma dessas situações, comenta aqui.
Se nunca viveu: ou tá começando agora, ou mente muito bem.